Resumo
- Maurilei conversou com a equipe da Sportbr sobre sua trajetória com a corrida de rua e sua preparação para a 100ª edição da São Silvestre, que será a primeira vez que ele participa da prova icônica.
- Para inspirar você a calçar o tênis e encarar esse desafio, fomos ouvir as experiências de quatro pessoas incríveis que já viveram a emoção de correr a São Silvestre.
- Durante a conversa, ele contou que já é cliente da Sportbr, usa nossas meias esportivas e bermudas de compressão, e elogiou o conforto dos produtos, mesmo brincando que ainda está “se adaptando” à compressão da bermuda.
A corrida de rua é feita de desafios pessoais, superação e histórias inesquecíveis. E, quando falamos da São Silvestre, tudo isso ganha um sabor ainda mais especial. Não é só sobre cruzar a linha de chegada no último dia do ano; é sobre fazer parte de uma tradição que pulsa no coração de São Paulo e mobiliza o país. Muitos pensam que é uma prova apenas para atletas de elite, mas a verdade é que a pista é democrática e cada participante tem uma motivação única para estar lá.
Para inspirar você a calçar o tênis e encarar esse desafio, fomos ouvir as experiências de quatro pessoas incríveis que já viveram a emoção de correr a São Silvestre. Maurilei Eugênio, Gabriella Pires, Rodrigo Obama e José Mário Macedo vão compartilhar a superação, a energia contagiante do público e aquele sentimento de diversão.
Conheça as histórias de quem já correu a São Silvestre!
1. Maurilei Eugênio: primeira São Silvestre
Foto: Reprodução/Instagram @maurilei.eugenio
Maurilei conversou com a equipe da Sportbr sobre sua trajetória com a corrida de rua e sua preparação para a 100ª edição da São Silvestre, que será a primeira vez que ele participa da prova icônica.
Ele contou que começou a correr há cerca de um ano e meio, em um momento de grandes mudanças pessoais. Antes da corrida, ele enfrentava problemas com álcool e tabaco e chegou a pesar mais de 100 quilos. Foi quando decidiu mudar: buscou uma assessoria esportiva, começou a treinar com disciplina e encontrou na corrida uma nova paixão e um novo estilo de vida.
Desde então, Maurilei abandonou completamente o cigarro e o álcool, perdeu mais de 20 quilos e afirma que seu único vício hoje é a corrida. O atleta diz que, mesmo tendo tentado outros esportes antes, nenhum trouxe o mesmo impacto: “com a corrida, parece que eu nunca fumei. Eu não quero mais. Quero sempre buscar evolução.”
Em setembro, ele completou sua primeira maratona, a Maratona Dr. Gordon, em sua cidade. Agora, se prepara para a São Silvestre com o objetivo de curtir o evento e celebrar o processo, sem pressão por resultados. Para ele, a prova representa superação e conquista pessoal, um marco simbólico dessa transformação.
Entre risadas, ele compartilhou histórias curiosas dos treinos no interior, como correr perto de um presídio, o único local com menos trânsito, e as clássicas fugas de cachorros durante os treinos. Sobre a São Silvestre, Maurilei diz que não fez estratégias detalhadas de ritmo ou hidratação, quer apenas aproveitar cada momento e viver a energia da prova: “é um evento grandioso. Lá, correr é quase a última coisa; o importante é curtir o processo.”
Maurilei também destacou o quanto a corrida influenciou positivamente todas as áreas da sua vida, desde a disciplina no trabalho até sua saúde mental e relacionamentos pessoais.
Durante a conversa, ele contou que já é cliente da Sportbr, usa nossas meias esportivas e bermudas de compressão, e elogiou o conforto dos produtos, mesmo brincando que ainda está “se adaptando” à compressão da bermuda. Ele finaliza dizendo que a palavra que define sua jornada até aqui é “superação”: “um ano e pouco atrás, eu nem imaginava que estaria lá. Hoje, vou realizar esse sonho.”
2. Gabriella Pires: inscrição por causa do bug no aplicativo
Foto: Reprodução/Instagram @kmsdagabbi
Entre as histórias de quem já correu a São Silvestre, a de Gabriella é uma das mais inusitadas. Em 2023, Gabriella Pires correu a São Silvestre pela primeira vez e foi a sua primeira corrida longa. Este ano, após decidir encarar novamente os 15 km, a história acontece de forma curiosa: a inscrição só aconteceu porque ela entrou no aplicativo no momento exato em que um bug liberou as vagas por poucos minutos. Sorte de quem estava no lugar certo, na hora certa.
Mas o verdadeiro desafio veio antes da largada. Ela sempre achou que “não era feita para correr”. Vinha do crossfit, não tinha resistência e acreditava que não conseguiria correr nem 1 km sem parar. Até que um treinador percebeu: o problema não era a técnica, era a falta de constância. A partir daí, vieram as planilhas, os treinos e o primeiro contato com o canal da fisioterapeuta Raquel Castanharo, que trouxe uma virada de chave: “todo mundo sabe correr, é só correr”.
A corrida virou parte da vida e também um tratamento. Ela vive com transtorno de ansiedade generalizada e encontrou na corrida o quenenhuma meditação tradicional conseguiu trazer: silêncio mental em movimento. Respirar, focar no ritmo, esquecer o mundo por alguns minutos.
Na São Silvestre, ela lembra de cada detalhe: o começo na Paulista, o mar de gente, o ritmo que não engata logo de início. Em um ponto do percurso, uma dor forte no diafragma a fez parar. O plano de “correr tudo sem quebrar” caiu por terra. Mas foi ali que Gabriella respirou fundo e lembrou o motivo de estar ali — a corrida, que entrou na vida como forma de controlar a ansiedade, ensinou também a lidar com os imprevistos. Aproveite para conhecer também as histórias de sucesso de mulheres no esporte.
O trecho da Brigadeiro, famoso pela subida interminável, virou superação. Ela subiu correndo, sem parar, e descobriu que o corpo aguenta mais do que a mente imagina. Quando o relógio marcou 15 km e o pórtico ainda não aparecia, veio o desespero, mas também a força para seguir até o fim.
Entre fantasias de dinossauros, super-heróis, corredores indígenas e gente fantasiada de tudo que é tipo, ela percebeu que a São Silvestre é mais do que uma corrida, é o “carnaval dos corredores”. Um evento em que a cidade inteira se movimenta, em que cada esquina tem alguém torcendo, oferecendo água, cerveja ou apenas um sorriso.
E o conselho que ela deixa para quem vai encarar a prova pela primeira vez é simples: não vá em busca de recorde pessoal. A São Silvestre é para se divertir. É para sentir o clima, o público, o fim de ano. É para viver o que ela chama de “a corrida mais icônica do Brasil”.
3. Rodrigo Obama: o Obama da São Silvestre
Foto: Reprodução/Instagram @gorodrigoobama
Tudo começou em 2016, quando Rodrigo trabalhava em uma metalúrgica e fazia curso no Senai. Os colegas começaram a brincar dizendo que ele parecia o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama. No início, ele não achava graça — até que decidiu “assumir que dói menos”. A brincadeira virou inspiração. Curioso, começou a pesquisar sobre Obama e acabou incorporando o personagem nas corridas.
Sua estreia na São Silvestre foi em 2013, mas foi só em 2016 que ele surgiu, pela primeira vez, com a faixa de “Obama”. Feita de plástico, com letras impressas no computador e coladas manualmente, ela trazia uma mensagem simples, mas simbólica. Naquele mesmo ano, ele também fez uma homenagem à Chapecoense, que ficou marcada na memória. A faixa se desfez com o suor e a água durante a corrida, mas o apelido já tinha pegado para sempre.
A partir daí, ele começou a aperfeiçoar o visual. Em 2018, acrescentou uma pequena bandeira do Brasil, comprada em uma viagem ao Rio de Janeiro. Desde então, essa bandeirinha o acompanha em todas as provas, de corridas de rua até maratonas, como a de Florianópolis. Ele brinca dizendo que ela já tem “quilômetros de história”.
Até hoje, já participou de 11 edições da São Silvestre (contando com uma simbólica durante a pandemia, quando correu 15 km sozinho). Para ele, a prova é uma celebração, uma mistura de festa e emoção. Ele lembra com carinho dos momentos mais divertidos, como o corredor fantasiado de cookie queimado ou o Tio Maicon, do Canal Corredores, que correu vestido de Branca de Neve. “Essas coisas tornam a prova única”, conta rindo.
Ao contrário do que muitos pensam, ele garante que o maior desafio não é a famosa subida da Brigadeiro. “O difícil é o outro sentido, dos Jardins pro Centro”, explica. Para ele, a São Silvestre não é uma corrida de performance, mas de celebração. “Já fui para baixar tempo, hoje vou para me divertir. Se der para correr, corre. Se der para caminhar, caminha.”
Rodrigo faz aniversário em 29 de dezembro, então a prova, no dia 31, é quase um presente atrasado. Correr a São Silvestre se tornou um ritual pessoal, uma forma de fechar o ano com alegria.
A paixão pela corrida começou aos 27 anos, inspirado pela mãe, que fazia caminhadas para abandonar o cigarro. Ele começou acompanhando, caminhando ao lado dela, até que um dia decidiu trotar, e nunca mais parou. Vieram os 5 km, depois os 10, e hoje já são mais de 13 anos de corridas, risadas e histórias.
Antes disso, tentou o futebol, mas admite: “Eu era péssimo.” A corrida acabou sendo o esporte que o acolheu e transformou. Hoje, o “Obama da São Silvestre” é uma figura querida, reconhecida nas provas, e um símbolo de leveza e alegria no meio dos corredores. Sua história é a prova de que o esporte pode ser mais do que superação, pode ser também diversão, conexão e afeto.
Se você vai participar do evento este ano, confira os exercícios que servem como aquecimento para corrida e prepare-se.
José Mário Macedo: correu a São Silvestre 12 vezes
Foto: Reprodução/Instagram @jm.macedo
Outras histórias de quem já correu a São Silvestre que merecem destaque são as de José Mário. Todo fim de ano, desde 2015, José sai de João Pessoa e viaja até São Paulo para viver o que ele chama de a melhor prova do ano: a São Silvestre: “eu faço várias provas, sou ultramaratonista, corro 3 ou 4 maratonas por ano… mas a São Silvestre tem que ter”, contou com orgulho.
Este ano, o processo de inscrição foi quase uma corrida à parte: “foram quatro tentativas. Fiquei com o celular, o notebook, mais três amigos tentando também. Quando chegava na fila virtual, caía. Mas, aos 45 do segundo tempo, deu certo”, riu. Mesmo se não conseguisse, ele garante que viria do mesmo jeito: “Já tinha hotel e passagem comprados. Se não fosse para correr, eu ia para apoiar o pessoal que está correndo. A São Silvestre é uma festa, não dá para perder.”
José fala da prova com brilho nos olhos. Para ele, a corrida é mais do que um desafio, é uma confraternização. “Eu nunca largo na frente, gosto de ir atrás, na bagunça. É o momento de rever amigos, conhecer gente nova, gente que você só conhece das redes. É pura energia boa.”
Ele lembra com humor de uma edição em que perdeu dois pontos de hidratação e precisou comprar quatro litros de água em um boteco no meio da prova. “Foi o jeito! Já estava morrendo de sede, não dava para esperar outro ponto”, brincou.
Sobre o percurso, José fala com o respeito de quem conhece cada curva: “A Brigadeiro sempre é o maior desafio, mas, quando você entra na Paulista, é emoção pura. É ali que o coração acelera de verdade.” Mas o que mais encanta José é a energia das pessoas. “A São Silvestre é para confraternizar. É onde a gente sente o espírito da corrida, o calor humano. É o momento de celebrar o amor pelo esporte.” Ou seja, mais do que se preocupar com o pace na corrida, participe e aproveite a energia única do evento.
Ele até compartilhou o mantra que leva com ele em todos os treinos e provas: “Nos dias de chuva, se você encontrar alguém disposto a correr ao seu lado, não fuja, corra junto.” Ao longo de todos esses anos participando da prova, José diz que cada edição é única: “mesmo com a experiência, cada ano é diferente. Sempre conheço alguém novo, vivo uma história nova. É sempre especial.” Quando perguntamos como ele definiria a São Silvestre em uma frase, ele não pensou duas vezes: “amor infinito.”
Agora que você já conhece as histórias inspiradoras da São Silvestre, continue no blog da Sportbr e confira o guia essencial de tipos de treino de corrida para otimizar o seu desempenho. Até breve!

